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13
Fev
11

Formação AMAK

Aqui na Madeira, para quem possa estar mais desligado dessa realidade, criou-se e “cresceu-se” uma nova entidade, a Associação Madeirense de Automobilismo e Karting (AMAK).

Se o intuito, nobre, de fazer algo pelos ralis para que a crise não os mate (também por cá, onde a sua representatividade sempre foi assinalável) foi um pouco abanado quando a Federação rejeitou cabalmente a quase integralidade do documento que recebeu, mas os seus membros resistiram e estão a dar a melhor resposta.

Hoje estive, com um grupo grande, interessado e muito amigável, a aprender muito sobre esta modalidade que gosto muito, mas que, pelo menos para já, aprecio “no morro” à beira da estrada.

O que hoje se falou, entre noções básicas de socorrismo, o que fazer, o que não fazer, noções básicas e mais avançadas (discutiram-se pontos sempre polémicos dos regulamentos também), utilização de cartas de controlo, notas, elaboração de projectos e acompanhamento dos mesmos, elementos de segurança e actuação em casos de acidente, enfim, toda a envolvência dos ralis, foram úteis para mim, que estou de fora, mas um marco, tenho a certeza, para todos os que são pilotos e que estiveram presentes.

Houve também lugar para debate de ideias, sobre vários temas e, sobretudo, ouvidos a escutar, para se fazer algo, a partir de cada pedra deste caminho.

Da minha parte, do meu canto, obrigado AMAK.
O Campeonato regional de ralis, mais que isso, os ralis na Madeira deram um grande passo em frente.

Ficou uma promessa de virem a repetir “a dose”, só posso sugerir, e faço-o com toda a abertura.

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12
Fev
11

Yaris 1.4D4d 2003 – o melhor e o pior…

Continua igual a si próprio, ao cabo de 135000Km.
Económico, fiável, pequeno por fora, grande por dentro.
Grande companheiro.

(já tinha este post como rascunho desde o inicio do ano)
Tudo verdade até dia 1 de Fevereiro quando

Depois de um episódio isolado de piscar a luz da temperatura uma vez num outro dia (sem quaisquer outros sintomas), voltou a ligar a piscar.
Já tinha andado uns 30 Km, normalíssimo, e depois esteve parado. Quando começou a andar, pouco mais de um minuto ou dois depois (sempre a subir) acendeu a luz da temperatura de novo. Já foi direito para oficina.
Resultado, junta da cabeça do motor queimada, embora a cabeça tenha sido testada e está OK.
Entre bomba de água, termostatos, desmontagem e montagem de tudo, rectificação, descarbonização, kit de embraiagem (que entretanto viu-se já dar mostras de que viria a ceder), tubos dos injectores, velas de incandescência, radiador, oleos motor e caixa e sei lá mais o quê ainda com desconto de 100 euros só em mão de obra, foi uma conta de 1700 e tal euros…

20
Dez
10

Pequena correcção – Golf IV

Aqui ao lado, no blog Skoda Sem Limites seguem as minhas “intervenções” e, do fundo do seu poço de sabedoria, corrigiram de forma correctíssima e que agradeço de novo, um comentário meu sobre a suspensão traseira do Golf IV que referi ser independente. Ora, o correcto será afirmar que tem um eixo traseiro semi-rígido (indistinguível à vista pouco técnica…) com suspensão independente.

Mas deixo as palavras sábias para maior clareza:
“Do que nos é dado a conhecer, o Golf IV [tal como o Octavia I, ou o primeiro Audi A3, só para dar alguns exemplos], tinha como base a plataforma PQ34, com suspensão McPherson à frente e eixo semi-rígido traseiro com amortecedores e molas separados [permitindo efeito auto-direccional], sendo que apenas as versões com tracção integral dos respectivos modelos vinham equipadas com suspensão totalmente independente. Só na geração seguinte [Golf V, Octavia II, etc.], onde foi estreada a plataforma PQ35, o eixo traseiro passou a ser multilink em todas as versões, independentemente dos modelos serem de tracção dianteira ou integral.

É natural que não tenha conseguido ver o eixo semi-rígido, porque este passa atrás da cava da roda suplente, mais ou menos sob o banco traseiro, ficando quase complanar com o fundo do carro – uma solução inteligente que, imaginamos nós, poderá ter sido adoptada com vista a melhorar o fluxo aerodinâmico entre a estrada e o automóvel. De outra forma, só praticamente deitado no chão conseguirá ver este órgão mecânico [ou num elevador].

[Na imagem, vê-se o] (…) desenho da suspensão traseira do Golf IV e que, em geometria, é idêntico à dos seus congéneres de Grupo, com a natural excepção de especificações próprias de casquilhos, taragem de molas e amortecedores.”

16
Dez
10

Pequena grande equipa – Team 100 limite AE86

O team 100 limite, com o Toyota Corolla Ae86, trouxe uma nova abordagem aos ralis na Madeira, quanto a mim, em vários aspectos.
Um deles passa pela correcção e empenho que depositam na sua imagem já que, mesmo com um carro mais “velhinho”, com famas de maluco e só com “malta nova” a compor a equipa, fazem exibições brilhantes, secundadas por vídeos como este…

Muito bom! Venha 2011 para vocês também.

10
Dez
10

Golf IV GTI TDI 1998

Experiência de uma semana com um carro que já conhecia e tinha conduzido, mas sem este nível de profundidade, merece sem dúvida uma nota.

Esta versão na verdade não é nossa conhecida em Portugal, já que não houve GTI no Golf IV sem ser a gasolina com o motor 1.8Turbo, muito usado pelo grupo VAG na altura, do qual nunca se disse grande coisa, mas este foi importado.
Deixando de lado alguns pormenores decorrentes de ser um carro já com alguma kilometragem e anos, há que dizer que esta versão e este exemplar do Golf até está relativamente actual. Nota-se que há menos “bling bling” que actualmente, o computador de bordo é um pequeno display no conta-rotações, mas existe e aquele azul dos mostradores é realmente delicioso, como sempre me pareceu.

Conforto e utilização

É um Golf. Haverá mais a dizer? O carro familiar mais vendido na Europa tantas vezes é sinónimo de conforto e espaço, principalmente de bagageira, realmente grande para a classe.
Os bancos desenhados pela Recarro oferecem um encaixe e apoio em curva muito bom, mesmo se são em tecido e relativamente duros neste carro. Isso, associado à posição de condução excelente e facilmente ajustável entre as várias possibilidades tornou-se um dos marcos mais memoráveis para mim.

Design e exterior

O Golf IV para mim foi determinante para olhar a VW de outra forma. Até à altura, os VW não me diziam grande coisa mas este modelo mudou isso e ainda hoje gosto muito do seu aspecto. O GTI desta versão teve sempre como crítica – que concordo – o facto de não se distinguir em quase nada dos demais “irmãos”, pois na verdade, visualmente pouco mais há do que as excelentes jantes BBS – 16′, o que também não é, pelos standarts de hoje em dia, nada de especial – e, neste caso umas películas nos vidros traseiros que os tornam um pouco mais escurecidos.

Motor

O 1.9 TDI, nesta versão (1998, recorde-se) tem 110cv, mas o tempo não parece ter passado por ele, já que anda, com muito ímpeto, até para lá das 4500 rotações, sempre a puxar, o que foi para mim uma surpresa. É ainda hoje, de facto, um motor fantástico e muito económico e está como um relógio. Não é por acaso que ainda há derivações deste em produção. Tendo conduzido apenas em outra oportunidade a versão de 150cv nota-se devidas diferenças mas os 110cv são perfeitamente respeitáveis e a utilização, mesmo em rotações abaixo das 2000 rotações não é tão “má”, como li em tempos.

Condução

Foi uma semana chuvosa, os pneus dianteiros Goodyear F1 estão nas lonas e a suspensão também precisa uma reforma, mas o Golf tem um comportamento seguro e muito mais dinâmico que imaginei, ao que não deverá ser alheio o facto de ele ter a suspensão um pouco mais baixa do que o resto da gama. O Golf segue o eixo dianteiro com uma precisão assinalável que nem a falha dos elementos que referi consegue esconder. Depois, tem o facto de se conseguir “guiar” com o acelerador. Em caso de desconfiança se o carro aguenta a curva, acelerar! O eixo dianteiro cola-se ao chão e puxa-o todo para dentro da curva, claramente ajudado pelo binário disponível. A desconfiança existe porque, apesar de tudo, como tem suspensão independente às 4 rodas, mas que já não está na melhor das condições, ele no limite fica solto de traseira, principalmente em “lift-off” (atente-se que não cheguei a me assustar 🙂 )

Para terminar, de menos positivo só me lembro de que os limpa-brisas, na velocidade máxima, são incrivelmente lentos, o que, com chuva torrencial, como cheguei a apanhar, é medonho. Também notei uma falha de “usabilidade” pequenina: as luzinhas dos piscas no painel ficam precisamente atrás do volante pelo menos na posição de condução/volante que usei, o que resultava que, com música ou distraído, não conseguia visualmente identificar se tinha o pisca ligado e para que lado. Nada de grave portanto. No painel também, as letras pretas do computador de bordo não se vêem muito bem com a iluminação azul por alguma razão.

——

Ficou uma excelente experiência com um carro que vale a pena ter – isto é para o dono 🙂 – mesmo com a sua idade e que foi para mim uma surpresa, pela positiva, porque superou as minhas expectativas em vários aspectos.

04
Dez
10

Laboratório para a perfeição – Cayman R

Enquanto não perdem uma oportunidade de tornar o 911 cada vez melhor, a Porsche desenvolve “the-next-big-thing”… “grão a grão”…

27
Nov
10

“The White Van Man”

A ocasião fez com que há algum tempo tivesse necessidade de bastante espaço para transporte.
Nesse sentido, aluguei por um dia uma Ford Transit que julgo ter qualquer coisa como 2200cc e 115cv, com a qual fiz cerca de 120 Km.
Nota-se, principalmente com a “caixa vazia”, que anda manifestamente mais do que devia, mas a verdade é que é necessária muita força para levar toda a carga e peso que permite.

A Ford é mais que competente neste trabalho e só me lembraria de um nome igualmente sonante para uma carrinha destas, mas talvez com menor espaço, a Toyota Hiace.
Calhou-me esta e foi naturalmente adequada.

E assim, é claro que é natural que os “White van man” se sintam os maiores…

E que haja “malucos” que se lembram de pensar numa proeza como fazer uma competição com um monte de carrinhas destas (fordtransitrophy.com)

Mais fotos e videos(!), aqui: http://fordtransitrophy.blogspot.com/

E… não resisto: