Archive for the 'VW' Category

20
Dez
10

Pequena correcção – Golf IV

Aqui ao lado, no blog Skoda Sem Limites seguem as minhas “intervenções” e, do fundo do seu poço de sabedoria, corrigiram de forma correctíssima e que agradeço de novo, um comentário meu sobre a suspensão traseira do Golf IV que referi ser independente. Ora, o correcto será afirmar que tem um eixo traseiro semi-rígido (indistinguível à vista pouco técnica…) com suspensão independente.

Mas deixo as palavras sábias para maior clareza:
“Do que nos é dado a conhecer, o Golf IV [tal como o Octavia I, ou o primeiro Audi A3, só para dar alguns exemplos], tinha como base a plataforma PQ34, com suspensão McPherson à frente e eixo semi-rígido traseiro com amortecedores e molas separados [permitindo efeito auto-direccional], sendo que apenas as versões com tracção integral dos respectivos modelos vinham equipadas com suspensão totalmente independente. Só na geração seguinte [Golf V, Octavia II, etc.], onde foi estreada a plataforma PQ35, o eixo traseiro passou a ser multilink em todas as versões, independentemente dos modelos serem de tracção dianteira ou integral.

É natural que não tenha conseguido ver o eixo semi-rígido, porque este passa atrás da cava da roda suplente, mais ou menos sob o banco traseiro, ficando quase complanar com o fundo do carro – uma solução inteligente que, imaginamos nós, poderá ter sido adoptada com vista a melhorar o fluxo aerodinâmico entre a estrada e o automóvel. De outra forma, só praticamente deitado no chão conseguirá ver este órgão mecânico [ou num elevador].

[Na imagem, vê-se o] (…) desenho da suspensão traseira do Golf IV e que, em geometria, é idêntico à dos seus congéneres de Grupo, com a natural excepção de especificações próprias de casquilhos, taragem de molas e amortecedores.”

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10
Dez
10

Golf IV GTI TDI 1998

Experiência de uma semana com um carro que já conhecia e tinha conduzido, mas sem este nível de profundidade, merece sem dúvida uma nota.

Esta versão na verdade não é nossa conhecida em Portugal, já que não houve GTI no Golf IV sem ser a gasolina com o motor 1.8Turbo, muito usado pelo grupo VAG na altura, do qual nunca se disse grande coisa, mas este foi importado.
Deixando de lado alguns pormenores decorrentes de ser um carro já com alguma kilometragem e anos, há que dizer que esta versão e este exemplar do Golf até está relativamente actual. Nota-se que há menos “bling bling” que actualmente, o computador de bordo é um pequeno display no conta-rotações, mas existe e aquele azul dos mostradores é realmente delicioso, como sempre me pareceu.

Conforto e utilização

É um Golf. Haverá mais a dizer? O carro familiar mais vendido na Europa tantas vezes é sinónimo de conforto e espaço, principalmente de bagageira, realmente grande para a classe.
Os bancos desenhados pela Recarro oferecem um encaixe e apoio em curva muito bom, mesmo se são em tecido e relativamente duros neste carro. Isso, associado à posição de condução excelente e facilmente ajustável entre as várias possibilidades tornou-se um dos marcos mais memoráveis para mim.

Design e exterior

O Golf IV para mim foi determinante para olhar a VW de outra forma. Até à altura, os VW não me diziam grande coisa mas este modelo mudou isso e ainda hoje gosto muito do seu aspecto. O GTI desta versão teve sempre como crítica – que concordo – o facto de não se distinguir em quase nada dos demais “irmãos”, pois na verdade, visualmente pouco mais há do que as excelentes jantes BBS – 16′, o que também não é, pelos standarts de hoje em dia, nada de especial – e, neste caso umas películas nos vidros traseiros que os tornam um pouco mais escurecidos.

Motor

O 1.9 TDI, nesta versão (1998, recorde-se) tem 110cv, mas o tempo não parece ter passado por ele, já que anda, com muito ímpeto, até para lá das 4500 rotações, sempre a puxar, o que foi para mim uma surpresa. É ainda hoje, de facto, um motor fantástico e muito económico e está como um relógio. Não é por acaso que ainda há derivações deste em produção. Tendo conduzido apenas em outra oportunidade a versão de 150cv nota-se devidas diferenças mas os 110cv são perfeitamente respeitáveis e a utilização, mesmo em rotações abaixo das 2000 rotações não é tão “má”, como li em tempos.

Condução

Foi uma semana chuvosa, os pneus dianteiros Goodyear F1 estão nas lonas e a suspensão também precisa uma reforma, mas o Golf tem um comportamento seguro e muito mais dinâmico que imaginei, ao que não deverá ser alheio o facto de ele ter a suspensão um pouco mais baixa do que o resto da gama. O Golf segue o eixo dianteiro com uma precisão assinalável que nem a falha dos elementos que referi consegue esconder. Depois, tem o facto de se conseguir “guiar” com o acelerador. Em caso de desconfiança se o carro aguenta a curva, acelerar! O eixo dianteiro cola-se ao chão e puxa-o todo para dentro da curva, claramente ajudado pelo binário disponível. A desconfiança existe porque, apesar de tudo, como tem suspensão independente às 4 rodas, mas que já não está na melhor das condições, ele no limite fica solto de traseira, principalmente em “lift-off” (atente-se que não cheguei a me assustar 🙂 )

Para terminar, de menos positivo só me lembro de que os limpa-brisas, na velocidade máxima, são incrivelmente lentos, o que, com chuva torrencial, como cheguei a apanhar, é medonho. Também notei uma falha de “usabilidade” pequenina: as luzinhas dos piscas no painel ficam precisamente atrás do volante pelo menos na posição de condução/volante que usei, o que resultava que, com música ou distraído, não conseguia visualmente identificar se tinha o pisca ligado e para que lado. Nada de grave portanto. No painel também, as letras pretas do computador de bordo não se vêem muito bem com a iluminação azul por alguma razão.

——

Ficou uma excelente experiência com um carro que vale a pena ter – isto é para o dono 🙂 – mesmo com a sua idade e que foi para mim uma surpresa, pela positiva, porque superou as minhas expectativas em vários aspectos.

12
Jan
10

VW New Compac Coupe (NCC)

Mais um VW bonito?
Mas o que se passa?

Para uma marca que poucos botões apertava para mim, tem se saído com uns modelos muito interessantes, desde o Passat CC, passando pelo restyle do Golf (GTI, que na verdade é o que interessa 🙂 ), pelo Golf R e especialmente pelo Scirocco

O Audi A5 dos pobres, como apelidado pelos “editores” do Carscoop, terá base e motores da nova geração do Golf e provavelmente uma versão híbrida com um motor eléctrico acoplado.

link Carscoop

20
Set
08

VW Golf VI Bluemotion

Corrigindo o que disse no outro dia, o novo motor 1.6TDI (já com common-rail) terá (pelo menos na configuração Bluemotion) 105 cavalos, 99g CO2/Km (e este é um carro do segmento C…) e um consumo de 3,8litros, mesmo se não recorre a sistemas de apoio híbridos como o prototipo apresentado anteriormente.

17
Set
08

VW Scirocco (2)

Continuam as boas impressões sobre o Scirocco!

Também um artigo da Automotor

16
Set
08

Pois é… férias.

Ainda assim deu para saber que o Bernardo Sousa continua a amealhar uns pontinhos, muita experiência e estatuto no PWRC (para além dos burburinhos sobre a temporada de 2009 – será que adivinhei alguma coisa… veremos.), que o Armindo Araújo continua sem sorte, que o Fernando Peres tem o seu título nos Açores posto em causa por um grande Ricardo Moura apoiado pela mesma marca e com um carro idêntico, que o L.Hamilton é um bocadinho “limitado”, que a F1 em geral anda maluca (e até o tempo ajudou a essa festa), que a Fiat continua a levar uma “lavagem” da Peugeot nos S2000 do IRC (apenas salva pelo sr. que mais sabe conduzir o Punto), que o Bruno Magalhães apesar do imenso valor que tem continua sem sorte internacional, que o campeonato nacional de ralis está uma vergonha (sim, voltamos à realidade), que o Loeb ganha mesmo quando todas as táticas possíveis metem os seus opositores a liderar ralis até quase ao último metro…
entre outras coisas.
Mas estive um bocado desligado mesmo.
De resto, na “minha” Madeira, fiz um verdadeiro test-drive aos pneus Bridgestone Turanza ER300 no asfalto retorcido e abrasivo das montanhas madeirenses com o Yaris (cada qual “brinca” com o que pode 🙂 ) e posso garantir que é ainda melhor nestas condições do que em via-rápida/auto-estrada. Estou realmente contente com o pneu. E pelo que consigo perceber dos km’s percorridos até agora, não se desgasta muito.

Também em experiências motorizadas, conduzi um Toyota Corolla 1.4 VVTi de 2004 do qual esperava um pouco mais de motor (talvez estivesse um pouco “amarrado”), mas que me agradou a nível de conforto de rolamento. Gostei do carro, mas infelizmente a Toyota está cada vez mais cinzenta, “gorda” e menos apelativa, o que os torna num futuro pouco provável para mim… Especialmente quando as suas estratégias comerciais não fazem sentido (pelo menos quando as efectivam), senão veja-se o prometido desenvolvimento de um 1.6 diesel da “nova” geração comon-rail-turbo-de-geometria-variavel-e-afins (que todos os mercados “pedem”) para…2012. Até a VW (que já veio tarde – mas tinha um competentíssimo 1.9 TDI em 50000 versões para tratar do assunto) vai por no novo Golf um 1.6TDI com 120cv e emissões abaixo das 100g/km (num carro do segmento C!).
Enfim… “cá estamos”.

31
Jul
08

Volkswagen Scirocco

A versão de competição desenhada para as 24 horas de Nürburgring não seria o que é, se o Scirocco não fosse um produto muitíssimo bem conseguido.
Não andasse eu numa onda mais familiar este seria um automóvel a ter em conta numa próxima compra, sem dúvida nenhuma.

Para além do fantástico efeito de coupé compacto de dois volumes acho que o carro está verdadeiramente sedutor para um carro desenhado num estirador da casa baseada em Wolfsburg. E só melhora quando se observa as características técnicas. A plataforma utilizada é a do Golf, numa optimização clara de recursos, mas para quê renegar o que de bom têm em casa.

No teste publicado há umas semanas na AutoHoje a única coisa que reclamavam era da intromissão do ESP não desligável (enquanto que no Golf GTI é desligável permitindo divertimento), mas os ingleses da revista EVO o que dizem é que, «mesmo quando forçado ao slide, é impressionante como o ESP actua, puxando o Scirocco de volta à linha de curva suave e eficazmente. Mas não há necessidade de “brincar” com o sistema de estabilidade. A distância entre eixos e o centro de gravidade mais baixo significam que o Scirocco pode ser “jogado” às curvas com relativa despreocupação».

Os motores disponíveis vão começar num (só disponível mais tarde) 1.4 TSI aproximadamente com 120cv, o mesmo motor numa versão com 160cv e o 2.0 TSI com 200cv nas versões a gasolina. O bloco 2.0 TDI com 140 e 170cv também estará disponível. Penso que mesmo a versão 1.4 é muito interessante, para além de que o preço é convidativo (dentro dos parâmetros habituais da VW….).

Julgo ainda que este carro ficou muito favorecido pela sua apresentação, fotos de imprensa e publicidade ter sido feita em Portugal. Temos realmente sítios que proporcionam mística e beleza às imagens de bons fotógrafos e realizadores.

– Artigo da EVO aqui.
– Vídeo da EVO com a versão 2.0 TSI numa pista aqui.
– Bastantes fotos (inclusive as de imprensa feitas em PT) e artigo do Motorpasion aqui.

Já disse que gosto deste carro? 🙂