Archive for the 'Test-drive' Category

10
Dez
10

Golf IV GTI TDI 1998

Experiência de uma semana com um carro que já conhecia e tinha conduzido, mas sem este nível de profundidade, merece sem dúvida uma nota.

Esta versão na verdade não é nossa conhecida em Portugal, já que não houve GTI no Golf IV sem ser a gasolina com o motor 1.8Turbo, muito usado pelo grupo VAG na altura, do qual nunca se disse grande coisa, mas este foi importado.
Deixando de lado alguns pormenores decorrentes de ser um carro já com alguma kilometragem e anos, há que dizer que esta versão e este exemplar do Golf até está relativamente actual. Nota-se que há menos “bling bling” que actualmente, o computador de bordo é um pequeno display no conta-rotações, mas existe e aquele azul dos mostradores é realmente delicioso, como sempre me pareceu.

Conforto e utilização

É um Golf. Haverá mais a dizer? O carro familiar mais vendido na Europa tantas vezes é sinónimo de conforto e espaço, principalmente de bagageira, realmente grande para a classe.
Os bancos desenhados pela Recarro oferecem um encaixe e apoio em curva muito bom, mesmo se são em tecido e relativamente duros neste carro. Isso, associado à posição de condução excelente e facilmente ajustável entre as várias possibilidades tornou-se um dos marcos mais memoráveis para mim.

Design e exterior

O Golf IV para mim foi determinante para olhar a VW de outra forma. Até à altura, os VW não me diziam grande coisa mas este modelo mudou isso e ainda hoje gosto muito do seu aspecto. O GTI desta versão teve sempre como crítica – que concordo – o facto de não se distinguir em quase nada dos demais “irmãos”, pois na verdade, visualmente pouco mais há do que as excelentes jantes BBS – 16′, o que também não é, pelos standarts de hoje em dia, nada de especial – e, neste caso umas películas nos vidros traseiros que os tornam um pouco mais escurecidos.

Motor

O 1.9 TDI, nesta versão (1998, recorde-se) tem 110cv, mas o tempo não parece ter passado por ele, já que anda, com muito ímpeto, até para lá das 4500 rotações, sempre a puxar, o que foi para mim uma surpresa. É ainda hoje, de facto, um motor fantástico e muito económico e está como um relógio. Não é por acaso que ainda há derivações deste em produção. Tendo conduzido apenas em outra oportunidade a versão de 150cv nota-se devidas diferenças mas os 110cv são perfeitamente respeitáveis e a utilização, mesmo em rotações abaixo das 2000 rotações não é tão “má”, como li em tempos.

Condução

Foi uma semana chuvosa, os pneus dianteiros Goodyear F1 estão nas lonas e a suspensão também precisa uma reforma, mas o Golf tem um comportamento seguro e muito mais dinâmico que imaginei, ao que não deverá ser alheio o facto de ele ter a suspensão um pouco mais baixa do que o resto da gama. O Golf segue o eixo dianteiro com uma precisão assinalável que nem a falha dos elementos que referi consegue esconder. Depois, tem o facto de se conseguir “guiar” com o acelerador. Em caso de desconfiança se o carro aguenta a curva, acelerar! O eixo dianteiro cola-se ao chão e puxa-o todo para dentro da curva, claramente ajudado pelo binário disponível. A desconfiança existe porque, apesar de tudo, como tem suspensão independente às 4 rodas, mas que já não está na melhor das condições, ele no limite fica solto de traseira, principalmente em “lift-off” (atente-se que não cheguei a me assustar 🙂 )

Para terminar, de menos positivo só me lembro de que os limpa-brisas, na velocidade máxima, são incrivelmente lentos, o que, com chuva torrencial, como cheguei a apanhar, é medonho. Também notei uma falha de “usabilidade” pequenina: as luzinhas dos piscas no painel ficam precisamente atrás do volante pelo menos na posição de condução/volante que usei, o que resultava que, com música ou distraído, não conseguia visualmente identificar se tinha o pisca ligado e para que lado. Nada de grave portanto. No painel também, as letras pretas do computador de bordo não se vêem muito bem com a iluminação azul por alguma razão.

——

Ficou uma excelente experiência com um carro que vale a pena ter – isto é para o dono 🙂 – mesmo com a sua idade e que foi para mim uma surpresa, pela positiva, porque superou as minhas expectativas em vários aspectos.

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22
Ago
10

Mazda 3 1.6 Diesel 2008

Cerca de 1300Km com um carro já é uma experiência a valer, para tirar conclusões. E neste caso, desmistificar algumas dúvidas que tinha ficado depois de ter conduzido um 1.3 a gasolina.

De facto, quando os terríveis pneus que o outro tinha são substituídos por uns competentíssimos Continental Premium Contact e, neste caso, por umas jantes de 16 com uns pneus mais largos, ganha muito a estabilidade. Ainda assim, reforço a minha percepção de que a afinação das suspensões deveria ser sempre mais “dura”. O Mazda 3 é muito incisivo e curva muito bem, mas peca por adornar demasiado.

Fiz percursos principalmente de auto-estrada e estradas nacionais muito rápidas, sendo que mesmo quando havia curvas, na maioria dos sítios eram de bastante velocidade. Nestas situações, e agora com mais kilometros, vim a descobrir que o carro funciona muito bem a curvar a alta velocidade com esta configuração mais mole, uma vez que é possível posicionar o carro para a curva antecipadamente com segurança. Não deixo no entanto de achar que, em percursos sinuosos, com uma condução empenhada, há demasiadas transferências de massas permitidas apenas pela suspensão. Como o conjunto também não é leve (nem pequeno) não ajuda. Para diversão pode ser giro de explorar, mas viver com isso pode ser mais difícil.
Aqui entra uma coisa que não compreendo. Este carro, precisamente por terem optado por este “setup”, deveria ter um ESP “permissivo” e desligável, que seria o ideal. Para os dias normais e para poder brincar até onde é seguro, tendo o “anjo” em casos extremos.

Nas minhas experiências de travagem de pé esquerdo, descobri que o Mazda tem um sistema muito mais engenhoso que o meu Yaris D4d (corta a injecção de gasoleo poucos segundos após carregar no pedal do travão, mas se acelerar de novo, retorna) ou que um Golf 4 TDI que experimentei recentemente (que corta imediatamente a injecção sem deixar acelerar de qualquer forma), ao deixar carregar no pedal por mais tempo e acelerar ao mesmo tempo. Só acaba por cortar a injecção algum tempo depois (mais do que o que é normalmente preciso para as curvas).

Reforço que é fácil de encontrar uma excelente posição de condução mas também continuo a achar que há algumas falhas ergonómicas no interior.

Ao motor 1.6 diesel, comum aos inúmeros Ford, Peugeot e Citroen, pareceu-me faltar alguma energia, especialmente por saber que lá deviam estar pelo menos 109cv. Por comparação com um Ford Focus com o mesmo motor e um Peugeot 307 com o mesmo motor na versão de 90cv, o que parecia é que existe um outro patamar de potência, talvez nos 100cv. Pode ser um mapeamento diferente de centralina, ou mesmo o acusar do peso, mas notei diferença. Apesar disso, mexe-se muito bem, é muito disponível a baixos regimes, estica-se muito bem para lá da velocidade permitida e gasta pouco.

O Mazda 3 já foi renovado e tudo isto pode ser falso no novo modelo. Fica para uma próxima descoberta.

28
Mar
10

Mini Moke

Recentemente um irmão maluco fez uma aquisição arrojada…

Não é por acaso também.
Há história familiar de um em férias no Porto Santo, muito semelhante a este:

Sinceramente, e já passei a mensagem pessoalmente, não é o tipo de carro que me desperta paixão. Já o escrevi aqui, “creio que TODOS os carros têm lugar na história, cada qual pelas suas razões, mas acho que se fazem muito bons carros hoje em dia, bem melhores que noutro tempo e apesar de apreciar um “sem-número” de clássicos não sinto grande ligação com os carros antigos.”
Passado o impacto inicial, tive oportunidade de experimentar o Moke, por duas vezes. Na primeira, muito muito curta, fez-me impressão a falta de travões e não conseguir encontrar a terceira velocidade… Absorvi-me tanto nesses factos e na pressa que tinha que achei tudo demasiado rude para ser apreciável.

Segunda experiência. Sozinho com o carro para dar uma volta pela cidade.
O motor do Moke é impressionante por não andar muito depressa, mas ter sempre montes de disponibilidade para andar. Em recta, parece andar mesmo muito bem, muito dado ao vento que vai passando pelo “habitáculo” e pela forma tão “primitiva” de ligação à estrada. Em subidas notam-se as limitações, mas nunca lhe falta fôlego.
Os travões, com tambores nas quatro rodas são obviamente um ponto fraco, ou não se teria em todos os carros hoje em dia pelo menos um eixo com discos, mas a verdade é que, ao contrário da minha primeira impressão, não comprometem, desde que se ande com os devidos cuidados.
Lá descobri a terceira e também que quanto mais se procura as velocidades, menos as encontramos. Basta agir naturalmente que elas aparecem. é mesmo assim.

Se pensasse bem tinha de o esperar, mas o que mais me impressionou foi o comportamento do carro que é fantástico! É óbvio que não andei a fazer rampas com ele, mas a agilidade em curva na cidade e subidas que tive que passar não escondem o chassis do Mini original.
A posição de condução e os bancos não são os melhores, mas estamos ali em contacto com tudo o que está a acontecer e isso tem o seu gozo.

Enfim. Depois de uma voltinha e de ter um par de turistas e fazer sinais em como o carro era porreiro lá percebi que o Moke é uma forma de estar. É um espírito. E tem a sua piada, mais do que a que eu lhe atribuía.
Depois é prático como tudo. como nem vale a pena se por a fechar aquilo, é só saltar lá para dentro e arrancar (bom, isto quando não está chuva, que é uma experiência que eu certamente dispenso com um Moke, eheheh)

Mas… Caramba! Aguçou-me a vontade de longa data de experimentar um Mini original…

18
Mar
10

Fiat Grande Punto 1.2 2007

Mais uma experiência, desta vez com um Fiat Grande Punto, com o qual fiz cerca de 150Km.

Fiat Grande Punto 1.2

Tive de ir verificar, pois não sabia, a potência deste carro. Tem 65cv e de facto o motor é pouco enérgico, mas ainda assim não compromete. Já andei em carros com mais potência que pareciam andar menos, nomeadamente um clio II com o motor 1.2 16v. O Seat Ibiza 1.2 com mais ou menos a mesma potência, acho que anda menos. E anda muito mais que um 206 1.1 com 60 cv por exemplo.

A ergonomia e utilização.
Tenho que falar nisto primeiro, pois fez-me imensa confusão: a posição dos pedais é muito estranha. Parece que o carro foi desenhado de uma forma diferente do que é habitual na indústria. Ao início não me adaptava à travagem, não percebia porquê. Só depois de deixar de lutar contra isso, é que percebi que, dada a posição dos pedais, travava com a parte do meio do pé (“a palma” do pé), em vez da ponta do pé, como habitual… (e no acelerador era com a ponta do pé como normalmente… go figure)
O volante muito (muito mesmo) grosso e pouco ergonómico, apesar de lhe terem dado um desenho que o aparenta ser. De tal forma que não fixo bem as mãos no volante, no sítio onde eles estão à espera e os comandos do rádio acabam por não estar bem posicionados.
Eu até achava que o meu Corolla tinha um volante muito grande, mas quando peguei nele, que delícia. Ah! e ao toque também (tem cabedal) porque o material do Punto é muito mau, não tem aderência nenhuma à mão…
Aliás, em termos de posicionamento, parece que o Punto usa alguns compromissos estranhos. A posição dos pedais obriga a que se ponha o banco mais para trás, mas isso serve quem gosta de conduzir muito longe do volante, o que não é o meu caso. Ora, por isso, fiquei um pouco mais para a frente do que poria normalmente, mas mesmo assim, tinha que me esticar para conseguir abrir os vidros na porta… (imagina se pusesse mais para trás…).

Fiat Grande Punto 1.2 | interior

Quanto ao comportamento e dinâmica, a posição quase central do condutor no carro preveligia o equilíbrio e isso sente-se no comportamento do carro. Na verdade, creio que foi o que mais me surpreendeu, a eficácia e compustura do chassis do Punto. Sem ser divertido é muito competente. A suspensão só ressalta um pouco quando há lombas em curva, mas não notei falta de segurança nenhuma.
Os pneus Pirelli P3000 são muito bons com o tempo “ensopado” que encontrei em Lisboa num dos dias. É preciso abusar mesmo bastante para que perca aderência, no entanto, em seco no dia seguinte verifiquei serem pneus terríveis.
Os consumos são relativamente comedidos. Fiz qq coisa como 7,5l/100Km, mas como fui vigiando as alterações em função da minha condução, percebi que sem esforço baixaria aos 6,5 e com uma condução verdadeiramente económica deve ser possível ainda melhor, dependendo obviamente do trajecto.
Achei engraçada a função “City” que os Punto já têm há alguns anos e que torna a direcção muito leve para manobras. Compreendo o conceito e funciona até bem, mas a verdade é que ninguém vai andar a ligar e desligar aquilo no dia a dia. Duvido muito. A direcção, por si só no modo normal, tem um bom “peso”, mas não tem “feeling” nenhum. Apesar disso é bastante directa e funciona bem.

A caixa tem um curso longo, mas funciona bem e não falha. Se a manete fosse um pouco mais alta também só teria a ganhar, mas não é um problema.
Quanto ao escalonamento da caixa é mesmo longo, nitidamente com os consumos em mira, com a excepção da primeira velocidade que é muito curta. A direito, praticamente não se usa primeira.

Fiat Grande Punto 1.2

Talvez as versões mais equipadas a nível de conforto e as versões mais potentes sejam memoráveis, mas se manterem alguns erros desta versão, não sei…
Indo por aí, há uma coisa que não percebo. O Punto e antes o Uno sempre foram carros para as massas. Se os carros de base das gamas são os que cativam mais a generalidade das pessoas, porque fazer erros ou se comprometer demasiado nos materiais nestas versões, se isso é capaz de divergir novas compras na marca…?!? Só pelo preço? há marcas baratas que mostram alguma preocupação com isto…
Neste carro que conduzi, há materiais muito pobres no interior. Já andei num Idea (que partilha o interior) bem equipado e a sensação era outra…

Resumindo:
O Fiat Grande Punto (que agora até já conhece uma nova versão, a Evo) é um carro simples, fácil de utilizar e que não compromete, sem ser um carro que se deseje voltar a experimentar (pelo menos na versão base).

12
Jan
10

Smart fortwo coupe 2008

Tenho reparado que um dos posts “mais famosos” (leia-se, mais lidos devido a procuras no google…) do Auto emoción é precisamente sobre um Smart, o Brabus Nightrun que experimentei há algum tempo.

Recentemente, tive oportunidade de experimentar a nova geração dos “micromachines” do grupo Mercedes.
Tratou-se de um Smart Fortwo Coupe de 2008, com o motor aspirado de 999cc e os seus 61cv, acoplados a uma caixa teimosa e lenta de 5 velocidades.

Relendo o meu post, não posso deixar de referir que a coisa mais marcante da minha anterior experiência foi a caixa de velocidades que, pensei eu, tivesse sido alvo de evolução, o que não aconteceu. Apesar de ser provavelmente um pouco mais suave (note-se que, desta vez, andei em estrada aberta), o hiato de passagens de caixa é demasiado notório, pelo menos para o condutor, pelo menos no modo automático ou sem truques nas passagens de caixa (toques de acelerador entre passagens? tentei, mas não me pareceu ser possível).

De resto, o smart ficou maior por fora, sem que isso se note muito por dentro. A sensação geral, para mim é igual à do anterior, em que o espaço não foi sacrificado no interior, mas de facto parece mais acanhado que o irmão mais velho.
A qualidade do interior, essa sim, evoluiu bastante (considerando a diferença de versões – esta base, a do brabus, de topo), tanto nos materiais, como em robustez percepcionada (só o tempo dirá se é mesmo melhor).
O pilar B deste carro é um grande obstáculo à visibilidade e embora pareça ridículo, tive algumas dificuldades de percepção de onde começa e acaba o carro. Mas isso vem com o hábito.

De resto, a minha “nabice” a conduzir um carro de caixa automática levou-me a por o pé esquerdo na “embraiagem” (ups, não tem embraiagem…) por duas vezes, o que assustou, tanto os carros que estavam atrás de mim enquanto fazia uma manobra, como o meu passageiro.

Devo dizer que não considero o smart um automóvel. É mais um meio de locomoção. Mas isto é para mim que espero sempre algo em retorno quando conduzo um carro. Não há grandes sensações da estrada, algumas coisas acontecem de formas estranhas e na verdade nem tamanho de carro tem, pelo que em caso de acidente estamos sempre demasiado perto do perigo (eu sei que podemos mandá-lo contra uma parede e sair de lá bem…).
Ainda assim, é um bom meio de locomoção para “as pessoas normais”, não só porque é prático, fácil de estacionar, porque tem o número de lugares que normalmente utilizamos, como gasta muito pouco (mesmo este exemplar, cá na Madeira), e continua a ser um bom veículo de publicidade, dada a sua forma distinta e painéis desenhados de forma a dar destaque às cores.

Um agradecimento aos proprietários do Smart e ao “passageiro” que me forneceu também as fotos que ilustram este “post”, pelo contributo para este (o meu…) mundo automóvel.

23
Set
09

Seat Ibiza 1.2 2009

Depois de ter conduzido o Seat Ibiza 1.4 TDI, agora tive comigo um 1.2 THP. Digo já no início, é metade do carro (e atenção que o 1.4 TDI não é nenhum canhão…). O motor 1.2 THP é muito fraco e barulhento. Aliás, se todas as estradas fossem a direito, talvez nem se notasse muito a falta de rendimento nem o barulho, mas a questão é que para andar a um ritmo mais ou menos rápido, é preciso puxar por ele, que é quando aumenta (muito) o barulho. Em subidas, é bastante fraquinho. O último carro que me lembro de conduzir e ter esta sensação, foi o 206 1.1 que era claramente submotorizado. Ainda assim o 1.2 do Seat é melhor que isso. Mas é claramente inferior à maioria dos motores da concorrência. Quanto aos consumos, se eu disser que fiz 434 km no total com uma média de 9,6l/100Km talvez seja um pouco inacreditável, mas é verdade. e atenção, eu não ando devagar, mas sou a mesma pessoa que fez 6,5 num Micra, 7 e tal num Fiesta e 8 num Mazda 3 (maior, mais pesado e motor 1.3). Face ao 1.4 TDI este motor é claramente irritante, pois se o outro também faz barulho, a verdade é que muito antes de começar a fazer demasiado barulho está a andar muito mais que o 1.2. Espero com curiosidade o 1.2 TSI do grupo VW para ver um motor realmente interessante.
Curiosamente, apesar dos interiores serem iguais ao outro que tive, depois de ter visto o Fabia, já não fico impressionado nem com a montagem, nem com os materiais dos interiores do Ibiza. Em espaço são muito semelhantes, mas em robustez o Skoda “ganha”.

16
Set
09

1ª Experiência Skoda

Recentemente tive a minha primeira experiência Skoda.

E até o posso dizer num sentido lato.

Antes de testar uma Skoda Octavia Combi de 2001 1.9 TDI com 110cv colhi a experiência de quem sabe:
O Skoda Octavia 1.9 TDI [110 CV] é um automóvel extremamente robusto e fiável. Ainda assim, será bom tentar perceber o bom funcionamento do turbo [órgão mecânico mais sensível a deficientes utilizações] e do medidor massa ar, sobretudo se se tratar de uma unidade com muitos Km’s ou da qual desconheça o[s] proprietário[s] anteriores.
Aproveite ainda para verificar o bom funcionamento dos vidros eléctricos e o desempenho dos ‘silent blocks’ [‘sinoblocos’, em gíria automóvel], usando, neste último caso, uma estrada com altos e baixos e uma ‘orelha afinada’ para ouvir eventuais sinais de desgaste.

Skoda – Sem Limites – com a devida permissão dos autores.

Se o aspecto geral interior e exterior não me surpreendeu foi mesmo porque o dono actual não tem muitos cuidados com ele nesse aspecto, mas a nível mecânico, com uns saudáveis cerca de 180000 km, está muito bem tratada. Trocou a distribuição sempre que recomendado e teve sempre óleos e filtros quando necessário. “Está satisfeito com a Skoda?” “Sim, 0 problemas até hoje.”
É um carro muito espaçoso e mesmo tendo em conta que o desenho original deste modelo é do final dos anos 90 não está demasiado datado. Estivesse com outro aspecto, não necessitasse de pneus rapidamente, e de carregar o A/C e seria um excelente negócio. O motor respira saúde, não denotando quaisquer problemas de turbo ou do medidor de massa de ar. Não cheguei a prestar muita atenção aos pormenores eléctricos dada a forma como estava o carro.

Mas a minha experiência não pára por aqui. Recentemente, passei algum tempo com um colega que está a pensar trocar de carro, aproveitando o incentivo para abate do estado em conjunto com os valores que algumas marcas acrescentam. Ele já tinha visto várias marcas e modelos (segmento utilitários) até que lhe disse, repetidamente, para passar na Skoda. Inicialmente, alguma coisa fazia com que eu lhe dissesse isso e parecia que ele não ouvia. Até que quase o arrastei até lá. resultado… ficou surpreendido com a qualidade geral, equipamentos, acabamentos e preços da marca. Nos últimos dias, já só o oiço a falar na Skoda… ao ponto de já ter andado a rondar o Octavia. Ao me sentar, no stand, dentro de um Fabia, tive a percepção da qualidade deste novo produto. Já conhecia o Fabia anterior, mas este foi um verdadeiro passo em frente. muito bem construído, sólido e homogéneo. E com um design apelativo.

Nestes dias apercebi-me de duas coisas.
1. O estigma que a Skoda continua a viver. Apesar de estar continuamente a desenvolver produtos de qualidade e bastante fiáveis, continuam a não ser uma opção para muita gente que se calhar ficava bem servida com um. Estive a verificar e nem no top 20 de marcas ou modelos de carros vendidos em Portugal se está.
2. Diferenciamento por preço em Portugal. Se a skoda batalha o estigma com o preço, realmente apelativo pelo pacote que normalmente representam, percebi finalmente como a Nissan combate neste segmento com um produto que não gostei nem um pouco – pela estratégia muito agressiva de venda. para além de tentarem fechar negócios assim que possível estão a fazer preços realmente tentadores para quem não se importa muito com determinados aspectos.