Arquivo de Agosto, 2010

22
Ago
10

Mazda 3 1.6 Diesel 2008

Cerca de 1300Km com um carro já é uma experiência a valer, para tirar conclusões. E neste caso, desmistificar algumas dúvidas que tinha ficado depois de ter conduzido um 1.3 a gasolina.

De facto, quando os terríveis pneus que o outro tinha são substituídos por uns competentíssimos Continental Premium Contact e, neste caso, por umas jantes de 16 com uns pneus mais largos, ganha muito a estabilidade. Ainda assim, reforço a minha percepção de que a afinação das suspensões deveria ser sempre mais “dura”. O Mazda 3 é muito incisivo e curva muito bem, mas peca por adornar demasiado.

Fiz percursos principalmente de auto-estrada e estradas nacionais muito rápidas, sendo que mesmo quando havia curvas, na maioria dos sítios eram de bastante velocidade. Nestas situações, e agora com mais kilometros, vim a descobrir que o carro funciona muito bem a curvar a alta velocidade com esta configuração mais mole, uma vez que é possível posicionar o carro para a curva antecipadamente com segurança. Não deixo no entanto de achar que, em percursos sinuosos, com uma condução empenhada, há demasiadas transferências de massas permitidas apenas pela suspensão. Como o conjunto também não é leve (nem pequeno) não ajuda. Para diversão pode ser giro de explorar, mas viver com isso pode ser mais difícil.
Aqui entra uma coisa que não compreendo. Este carro, precisamente por terem optado por este “setup”, deveria ter um ESP “permissivo” e desligável, que seria o ideal. Para os dias normais e para poder brincar até onde é seguro, tendo o “anjo” em casos extremos.

Nas minhas experiências de travagem de pé esquerdo, descobri que o Mazda tem um sistema muito mais engenhoso que o meu Yaris D4d (corta a injecção de gasoleo poucos segundos após carregar no pedal do travão, mas se acelerar de novo, retorna) ou que um Golf 4 TDI que experimentei recentemente (que corta imediatamente a injecção sem deixar acelerar de qualquer forma), ao deixar carregar no pedal por mais tempo e acelerar ao mesmo tempo. Só acaba por cortar a injecção algum tempo depois (mais do que o que é normalmente preciso para as curvas).

Reforço que é fácil de encontrar uma excelente posição de condução mas também continuo a achar que há algumas falhas ergonómicas no interior.

Ao motor 1.6 diesel, comum aos inúmeros Ford, Peugeot e Citroen, pareceu-me faltar alguma energia, especialmente por saber que lá deviam estar pelo menos 109cv. Por comparação com um Ford Focus com o mesmo motor e um Peugeot 307 com o mesmo motor na versão de 90cv, o que parecia é que existe um outro patamar de potência, talvez nos 100cv. Pode ser um mapeamento diferente de centralina, ou mesmo o acusar do peso, mas notei diferença. Apesar disso, mexe-se muito bem, é muito disponível a baixos regimes, estica-se muito bem para lá da velocidade permitida e gasta pouco.

O Mazda 3 já foi renovado e tudo isto pode ser falso no novo modelo. Fica para uma próxima descoberta.

Anúncios
02
Ago
10

Uma lenda viva – Juha Kankkunen

Passeou-se pelas classificativas do Rali da Finlandia para acabar (!) em 8º um dos ralis mais difíceis do mundo, não tão distante do ritmo dos da frente como isso.

A potência dos WRC não impressiona nada a alguém que viveu outros tempos dos ralis, mas a excelência técnica que suspensões, travagem e afins atingiram já deu para notar.
Pelo facto de ter conduzido em alta competição a maioria das categorias que foram existindo, para se retirar em 2002 e ter ganho 4 títulos mundiais e se sentar num WRC moderno tantos anos depois e terminar um rali deste calibre, pode-se dizer bem que é neste momento uma das lendas vivas, que deve ser uma aspiração para qualquer um, diria até do Sebastien Loeb…

Caso para dizer, ainda bem que agora faz disto vida:

01
Ago
10

Não podiam ser só rectas…

A “prova provada” que os EUA também tem excelentes estradas para conduzir… Não é à toa que Europeus passam a vida a ir lá…

O carro é europeu… uma excelente escolha, diria…