Arquivo de Março, 2010

28
Mar
10

Porsche GT3 RS – Delecour

Não dá para deixar passar isto…
O homem é, quer se queira, quer não, um dos nomes incontornáveis de uma época dos ralis mundiais. Aqui nestes vídeos revela uma postura mais descontraída, mas bem ao seu estilo.
Pouco se vê do carro a andar por fora, mas vale a pena todos os segundos! Parece um miúdo com um brinquedo.
A expressão do tipo da Evo é fenomenal… E note-se que este tipo faz vida a experimentar carros rápidos a andar rápido…

Via 4R1V

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28
Mar
10

Mini Moke

Recentemente um irmão maluco fez uma aquisição arrojada…

Não é por acaso também.
Há história familiar de um em férias no Porto Santo, muito semelhante a este:

Sinceramente, e já passei a mensagem pessoalmente, não é o tipo de carro que me desperta paixão. Já o escrevi aqui, “creio que TODOS os carros têm lugar na história, cada qual pelas suas razões, mas acho que se fazem muito bons carros hoje em dia, bem melhores que noutro tempo e apesar de apreciar um “sem-número” de clássicos não sinto grande ligação com os carros antigos.”
Passado o impacto inicial, tive oportunidade de experimentar o Moke, por duas vezes. Na primeira, muito muito curta, fez-me impressão a falta de travões e não conseguir encontrar a terceira velocidade… Absorvi-me tanto nesses factos e na pressa que tinha que achei tudo demasiado rude para ser apreciável.

Segunda experiência. Sozinho com o carro para dar uma volta pela cidade.
O motor do Moke é impressionante por não andar muito depressa, mas ter sempre montes de disponibilidade para andar. Em recta, parece andar mesmo muito bem, muito dado ao vento que vai passando pelo “habitáculo” e pela forma tão “primitiva” de ligação à estrada. Em subidas notam-se as limitações, mas nunca lhe falta fôlego.
Os travões, com tambores nas quatro rodas são obviamente um ponto fraco, ou não se teria em todos os carros hoje em dia pelo menos um eixo com discos, mas a verdade é que, ao contrário da minha primeira impressão, não comprometem, desde que se ande com os devidos cuidados.
Lá descobri a terceira e também que quanto mais se procura as velocidades, menos as encontramos. Basta agir naturalmente que elas aparecem. é mesmo assim.

Se pensasse bem tinha de o esperar, mas o que mais me impressionou foi o comportamento do carro que é fantástico! É óbvio que não andei a fazer rampas com ele, mas a agilidade em curva na cidade e subidas que tive que passar não escondem o chassis do Mini original.
A posição de condução e os bancos não são os melhores, mas estamos ali em contacto com tudo o que está a acontecer e isso tem o seu gozo.

Enfim. Depois de uma voltinha e de ter um par de turistas e fazer sinais em como o carro era porreiro lá percebi que o Moke é uma forma de estar. É um espírito. E tem a sua piada, mais do que a que eu lhe atribuía.
Depois é prático como tudo. como nem vale a pena se por a fechar aquilo, é só saltar lá para dentro e arrancar (bom, isto quando não está chuva, que é uma experiência que eu certamente dispenso com um Moke, eheheh)

Mas… Caramba! Aguçou-me a vontade de longa data de experimentar um Mini original…

28
Mar
10

Megane RS 250

Fiquei sempre muito reservado quanto ao novo Megane…
O novo look foi demasiado arrojado para mim, mas com o tempo fui me habituando a ele. Agora, voltei a ver um vídeo do RS, que parece deixar claro que este será sem dúvida o “hot hatch” do mercado agora…
Ainda não engulo bem o para-choques da frente e acho que tem um ar um pouco “tuning”, mas a verdade é que está “engraçado”.

E quem vai querer uma versão Sport “normal”? para ter A/C automático e um carro mais confortável?!?
Quando se pode ter um carro com um diferencial autoblocante de “deslizamento limitado” que faz maravilhas e um chassis mais apurado… E por menos dinheiro… Quais simulações de diferenciais autoblocantes como tem a Seat…

Talvez seja melhor mesmo eu não ter um carro destes na mão…

Já agora, um comparativo interessante da EVO com o Focus RS (teoricamente bem superior):

23
Mar
10

Mclaren MP4-12C

Estamos a assistir ao nascimento de uma nova marca.
O que lhe falta em história de automóveis de produção é trazido de forma muito intensa na história de competição.
O “patrão” da marca, também não deixa ninguém indiferente, nem será por acaso, com toda a certeza, que este marco está a acontecer.

18
Mar
10

Fiat Grande Punto 1.2 2007

Mais uma experiência, desta vez com um Fiat Grande Punto, com o qual fiz cerca de 150Km.

Fiat Grande Punto 1.2

Tive de ir verificar, pois não sabia, a potência deste carro. Tem 65cv e de facto o motor é pouco enérgico, mas ainda assim não compromete. Já andei em carros com mais potência que pareciam andar menos, nomeadamente um clio II com o motor 1.2 16v. O Seat Ibiza 1.2 com mais ou menos a mesma potência, acho que anda menos. E anda muito mais que um 206 1.1 com 60 cv por exemplo.

A ergonomia e utilização.
Tenho que falar nisto primeiro, pois fez-me imensa confusão: a posição dos pedais é muito estranha. Parece que o carro foi desenhado de uma forma diferente do que é habitual na indústria. Ao início não me adaptava à travagem, não percebia porquê. Só depois de deixar de lutar contra isso, é que percebi que, dada a posição dos pedais, travava com a parte do meio do pé (“a palma” do pé), em vez da ponta do pé, como habitual… (e no acelerador era com a ponta do pé como normalmente… go figure)
O volante muito (muito mesmo) grosso e pouco ergonómico, apesar de lhe terem dado um desenho que o aparenta ser. De tal forma que não fixo bem as mãos no volante, no sítio onde eles estão à espera e os comandos do rádio acabam por não estar bem posicionados.
Eu até achava que o meu Corolla tinha um volante muito grande, mas quando peguei nele, que delícia. Ah! e ao toque também (tem cabedal) porque o material do Punto é muito mau, não tem aderência nenhuma à mão…
Aliás, em termos de posicionamento, parece que o Punto usa alguns compromissos estranhos. A posição dos pedais obriga a que se ponha o banco mais para trás, mas isso serve quem gosta de conduzir muito longe do volante, o que não é o meu caso. Ora, por isso, fiquei um pouco mais para a frente do que poria normalmente, mas mesmo assim, tinha que me esticar para conseguir abrir os vidros na porta… (imagina se pusesse mais para trás…).

Fiat Grande Punto 1.2 | interior

Quanto ao comportamento e dinâmica, a posição quase central do condutor no carro preveligia o equilíbrio e isso sente-se no comportamento do carro. Na verdade, creio que foi o que mais me surpreendeu, a eficácia e compustura do chassis do Punto. Sem ser divertido é muito competente. A suspensão só ressalta um pouco quando há lombas em curva, mas não notei falta de segurança nenhuma.
Os pneus Pirelli P3000 são muito bons com o tempo “ensopado” que encontrei em Lisboa num dos dias. É preciso abusar mesmo bastante para que perca aderência, no entanto, em seco no dia seguinte verifiquei serem pneus terríveis.
Os consumos são relativamente comedidos. Fiz qq coisa como 7,5l/100Km, mas como fui vigiando as alterações em função da minha condução, percebi que sem esforço baixaria aos 6,5 e com uma condução verdadeiramente económica deve ser possível ainda melhor, dependendo obviamente do trajecto.
Achei engraçada a função “City” que os Punto já têm há alguns anos e que torna a direcção muito leve para manobras. Compreendo o conceito e funciona até bem, mas a verdade é que ninguém vai andar a ligar e desligar aquilo no dia a dia. Duvido muito. A direcção, por si só no modo normal, tem um bom “peso”, mas não tem “feeling” nenhum. Apesar disso é bastante directa e funciona bem.

A caixa tem um curso longo, mas funciona bem e não falha. Se a manete fosse um pouco mais alta também só teria a ganhar, mas não é um problema.
Quanto ao escalonamento da caixa é mesmo longo, nitidamente com os consumos em mira, com a excepção da primeira velocidade que é muito curta. A direito, praticamente não se usa primeira.

Fiat Grande Punto 1.2

Talvez as versões mais equipadas a nível de conforto e as versões mais potentes sejam memoráveis, mas se manterem alguns erros desta versão, não sei…
Indo por aí, há uma coisa que não percebo. O Punto e antes o Uno sempre foram carros para as massas. Se os carros de base das gamas são os que cativam mais a generalidade das pessoas, porque fazer erros ou se comprometer demasiado nos materiais nestas versões, se isso é capaz de divergir novas compras na marca…?!? Só pelo preço? há marcas baratas que mostram alguma preocupação com isto…
Neste carro que conduzi, há materiais muito pobres no interior. Já andei num Idea (que partilha o interior) bem equipado e a sensação era outra…

Resumindo:
O Fiat Grande Punto (que agora até já conhece uma nova versão, a Evo) é um carro simples, fácil de utilizar e que não compromete, sem ser um carro que se deseje voltar a experimentar (pelo menos na versão base).

10
Mar
10

Arranque CNR 2010

No torrie assistiu-se a um dos melhores ralis nacionais dos últimos anos. Não por demérito do nosso Bruno Magalhães ou sequer do Armindo Araújo, mas devido às alterações de regulamentação nos Gr.N e ao facto de não existirem, de facto, equipas oficiais com um nível tremendamente superior.
Se a superioridade técnica do Fiesta é uma realidade, a sua juventude também é uma preocupação, principalmente tendo em conta que por enquanto ainda têm o stock de material limitado. Mas não foi por isso que o Ford deixou de mostrar a máquina exemplar que é, tendo no Bernardo Sousa um piloto nitidamente preocupado em cumprir objectivos com muita inteligência sem deixar de ter os seus rasgos de espectacularidade e rapidez (convinhamos que não andou devagar, como é óbvio).
Toda a gente vai especular muito que é do carro, ou que é do co-piloto, ou que é de ter o Rui Madeira como director desportivo, ou que é porque “foi pressionado” para ter muito cuidado. Eu diria antes que há um conjunto muito grande de factores que fez com que o Bernardo Sousa tivesse esta prestação e postura, incluindo no lote a sua maturidade e a responsabilidade que é ter “na mão” o S2000 mais prometedor do momento, depois de ter tido uma época menos conseguida no ano passado.
Nota mais para dois pilotos que não acabaram nas posições que podiam: Miguel Campos e Pedro Peres. merecem ambos uma nota porque estiveram a lutar pelo 1º lugar. Na terra a diferença será ainda menor o que pode ser uma boa indicação.
Ainda uma nota para o Vitor Pascoal. A sua postura é muito forte e sempre igual. Com um carro “limitado” foi fazendo a sua prova, sempre rápido e regular. Mais uma vez esteve na posição de agarrar o segundo lugar que ainda teve que ir buscar ao rapidíssimo açoriano Ricardo Moura, também um nome a reter.

03
Mar
10

Ralis

Apetecia-me falar um pouco de ralis, mas ainda estou estupefacto como é possível termos uma prova do IRC e do WRC no mesmo fim-de-semana…
Nós por cá também temos o Torrie que até tem tantas razões para se falar…

Próximo fim-de-semana em grande, para quem pode seguir tanta coisa.