Recentemente tive a minha primeira experiência Skoda.

E até o posso dizer num sentido lato.
Antes de testar uma Skoda Octavia Combi de 2001 1.9 TDI com 110cv colhi a experiência de quem sabe:
O Skoda Octavia 1.9 TDI [110 CV] é um automóvel extremamente robusto e fiável. Ainda assim, será bom tentar perceber o bom funcionamento do turbo [órgão mecânico mais sensível a deficientes utilizações] e do medidor massa ar, sobretudo se se tratar de uma unidade com muitos Km’s ou da qual desconheça o[s] proprietário[s] anteriores.
Aproveite ainda para verificar o bom funcionamento dos vidros eléctricos e o desempenho dos ’silent blocks’ ['sinoblocos', em gíria automóvel], usando, neste último caso, uma estrada com altos e baixos e uma ‘orelha afinada’ para ouvir eventuais sinais de desgaste.
Skoda – Sem Limites – com a devida permissão dos autores.
Se o aspecto geral interior e exterior não me surpreendeu foi mesmo porque o dono actual não tem muitos cuidados com ele nesse aspecto, mas a nível mecânico, com uns saudáveis cerca de 180000 km, está muito bem tratada. Trocou a distribuição sempre que recomendado e teve sempre óleos e filtros quando necessário. “Está satisfeito com a Skoda?” “Sim, 0 problemas até hoje.”
É um carro muito espaçoso e mesmo tendo em conta que o desenho original deste modelo é do final dos anos 90 não está demasiado datado. Estivesse com outro aspecto, não necessitasse de pneus rapidamente, e de carregar o A/C e seria um excelente negócio. O motor respira saúde, não denotando quaisquer problemas de turbo ou do medidor de massa de ar. Não cheguei a prestar muita atenção aos pormenores eléctricos dada a forma como estava o carro.
Mas a minha experiência não pára por aqui. Recentemente, passei algum tempo com um colega que está a pensar trocar de carro, aproveitando o incentivo para abate do estado em conjunto com os valores que algumas marcas acrescentam. Ele já tinha visto várias marcas e modelos (segmento utilitários) até que lhe disse, repetidamente, para passar na Skoda. Inicialmente, alguma coisa fazia com que eu lhe dissesse isso e parecia que ele não ouvia. Até que quase o arrastei até lá. resultado… ficou surpreendido com a qualidade geral, equipamentos, acabamentos e preços da marca. Nos últimos dias, já só o oiço a falar na Skoda… ao ponto de já ter andado a rondar o Octavia. Ao me sentar, no stand, dentro de um Fabia, tive a percepção da qualidade deste novo produto. Já conhecia o Fabia anterior, mas este foi um verdadeiro passo em frente. muito bem construído, sólido e homogéneo. E com um design apelativo.
Nestes dias apercebi-me de duas coisas.
1. O estigma que a Skoda continua a viver. Apesar de estar continuamente a desenvolver produtos de qualidade e bastante fiáveis, continuam a não ser uma opção para muita gente que se calhar ficava bem servida com um. Estive a verificar e nem no top 20 de marcas ou modelos de carros vendidos em Portugal se está.
2. Diferenciamento por preço em Portugal. Se a skoda batalha o estigma com o preço, realmente apelativo pelo pacote que normalmente representam, percebi finalmente como a Nissan combate neste segmento com um produto que não gostei nem um pouco – pela estratégia muito agressiva de venda. para além de tentarem fechar negócios assim que possível estão a fazer preços realmente tentadores para quem não se importa muito com determinados aspectos.







