Economias de escala e Ambiente

Uma economia de escala “(…)ocorre quando a expansão da capacidade de produção de uma empresa ou indústria provoca um aumento na quantidade total produzida sem um aumento proporcional no custo de produção. Como resultado, o custo médio do produto tende a ser menor com o aumento da produção.” (in wikipedia)

E o que é que isto tem a ver com o Ambiente? (e com o mundo automóvel… que é o que aqui se fala) Tudo!

Quanto mais a Indústria investir na investigação e implementação de medidas para redução de emissões ou de consumos, mais barato ficará a longo prazo, especialmente porque terão inevitavelmente que o fazer.

A BMW e Mini acabam de dar um excelente exemplo.

mini
Foto e fonte: Carscoop

Com três tecnologias, já utilizadas em alguns outros modelos – portanto já não são grandes novidades para as quais tenham sidos necessários grandes investimentos de Investigação & Desenvolvimento – conseguem reduções entre os 7,2 e os 11,9% nos emissões de poluentes e entre 6,5% e 12,8 nos consumos!

Para a renegeração da energia de travagem é utilizado um alternador inteligente (Intelligent Alternator Control – IAC) e uma bateria (Absorbent Glass Mat – mais cara, mas mais durável quando sujeita aos elementos) que reutiliza energia que perderia. Enquanto que numa configuração tradicional o alternador “puxa” a energia do motor, o alternador inteligente reduz a carga sobre o motor porque carrega a bateria a partir da energia cinética de uma travagem ou de uma descida inclinada.

A função “Start-Stop”, apenas disponível nos carros com transmissão manual, desliga o motor quando está em “ponto morto” (este sistema pode ser desactivado).

O mostrador de “ponto de troca de caixa” ajuda o condutor a escolher a relação de velocidade mais económica em cada momento da condução ao avaliar a velocidade, situação em que o carro está e posição do acelerador. A relação de caixa ideal é indicada ao condutor através de um número no cockpit do carro.

Os novos BMW Série 1 já todos saem da linha de montagem com estas melhorias de eficiência, os Mini, a partir de Agosto e com toda a certeza se seguirão os restantes BMW’s. Assim, e voltando às economias de escala, a curto-médio prazo estes custos se diluirão nos custos totais de produção.

Curiosa foi também a referência da BMW para o facto de que estas “inovações” não necessitam de baterias (“No bateries required”) já que também já se percebeu que os híbridos também têm as suas falhas.

2 Responses to “Economias de escala e Ambiente”

  1. [...] apenas à utilização pelos 2% de nós que têm mais de metade da riqueza mundial. Já aqui disse que pequenas soluções fazem grandes avanços e a verdade é que podem inclusivé melhorar a [...]

  2. In the truth sit is all interesting it since it apprehends new knowledge on the ecom”nomia of scale.

Leave a Reply